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Pensão e alimentos

Alimentos gravídicos: o que são, quem pode pedir e como funciona

Entenda o que são os alimentos gravídicos, quais despesas da gravidez eles cobrem, quais provas apresentar e o que acontece depois que o bebê nasce.

Por Dra. Luiza Giovana, OAB/PE 64.6503 min de leitura

Muitas gestantes não sabem, mas a ajuda financeira do pai não precisa esperar o nascimento do bebê. Desde 2008, a Lei nº 11.804 garante os chamados alimentos gravídicos: valores que o suposto pai deve pagar para ajudar nas despesas da gravidez.

O que são alimentos gravídicos

São valores destinados a cobrir as despesas adicionais do período de gravidez, da concepção ao parto. A lei cita como exemplos:

  • alimentação especial;
  • assistência médica e psicológica;
  • exames complementares;
  • internações e parto;
  • medicamentos e prescrições preventivas e terapêuticas;
  • outras despesas que o juiz considere pertinentes.

O valor não é pago "à mãe" como um benefício pessoal: ele serve para garantir uma gestação saudável e, portanto, protege o bebê.

Quem pode pedir

A própria gestante pode entrar com a ação contra o suposto pai, sejam eles casados, em união estável, namorados ou mesmo sem nenhum relacionamento formal. Não é necessário que o pai tenha reconhecido a gravidez.

Preciso provar que ele é o pai?

Não é preciso exame de DNA durante a gravidez. A lei exige apenas indícios de paternidade, ou seja, elementos que tornem provável que aquele homem seja o pai. Podem servir como indícios:

  • conversas por WhatsApp ou redes sociais;
  • fotos do casal e registros do relacionamento;
  • testemunhas que conheciam o relacionamento;
  • mensagens em que ele reconhece a gravidez.

Com base nesses elementos, o juiz pode fixar os alimentos logo no início do processo.

Como o valor é definido

Assim como a pensão alimentícia, o valor considera as necessidades da gestante e as possibilidades financeiras do suposto pai. A lei também leva em conta que a mãe contribui com as despesas, na proporção dos seus recursos. Por isso, é importante reunir comprovantes ou estimativas de gastos com consultas, exames, enxoval essencial e medicamentos.

O que acontece depois que o bebê nasce

Com o nascimento com vida, os alimentos gravídicos se convertem automaticamente em pensão alimentícia em favor da criança, sem necessidade de uma nova ação. O valor continua valendo até que uma das partes peça a revisão.

Se, depois do nascimento, houver dúvida sobre a paternidade, o suposto pai pode pedir o exame de DNA pelas vias próprias.

Documentos para separar

  • documento de identidade e CPF da gestante;
  • comprovante da gravidez (exame ou laudo de ultrassom);
  • comprovante de residência;
  • provas do relacionamento com o suposto pai;
  • dados do suposto pai que você tiver (nome, endereço, local de trabalho);
  • comprovantes ou orçamentos das despesas da gestação.

Quanto antes, melhor

Os alimentos não são cobrados de forma retroativa desde o início da gestação, então esperar pode significar meses de gravidez sem ajuda. Se você está grávida e o pai não está contribuindo, procure orientação jurídica o quanto antes. A ação pode ser proposta na cidade onde você mora.

Resumo: a gestante pode pedir ajuda financeira ao suposto pai durante a gravidez, apresentando indícios da paternidade. Após o nascimento, o valor vira pensão alimentícia para a criança automaticamente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta a uma advogada ou advogado, que vai analisar as particularidades do seu caso.

Luiza Giovana
Dra. Luiza Giovana

Advogada de Família e Sucessões (OAB/PE 64.650), pós-graduanda em Direito da Mulher. Atende em Petrolina (PE) e online em todo o Brasil. Saiba mais

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